Refugiados de Maratane enfrentam dificuldades crescentes com redução da ajuda humanitária
Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique
Alguns refugiados conseguiram alcançar alguma estabilidade económica, mas uma grande parte permanece em situação de extrema vulnerabilidade. “A vida ficou mais difícil depois que a ajuda diminuiu. Lutamos todos os dias para alimentar as nossas famílias”, relatou um dos refugiados à Rádio Vaticano.
Perante este cenário, a Igreja Católica tem reforçado a sua presença pastoral e social. De acordo com o padre Simone Adriano, da Paróquia São Francisco Xavier, o acompanhamento vai além da assistência material.
“Muitas pessoas precisam de ser ouvidas. A escuta é também uma forma de cuidar e devolver dignidade”, afirmou.
Em colaboração com a Cáritas de Nampula, a Igreja promove iniciativas de apoio comunitário, incluindo projetos de criação de pequenos animais e outras atividades geradoras de rendimento, ajudando os refugiados a reconstruir a sua autonomia.
Apesar das dificuldades, a integração social tem sido um sinal de esperança. Muitos refugiados já participam activamente na vida comunitária.
A Igreja continua a apelar à solidariedade internacional e ao reforço do apoio humanitário, para que estas populações não sejam esquecidas.
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