Um navio-tanque carregado de combustível é visto na Baía de Matanzas, em Havana, Cuba, em 16 de fevereiro de 2026. O navio entrou na baía e atracou próximo à cidade. Um navio-tanque carregado de combustível é visto na Baía de Matanzas, em Havana, Cuba, em 16 de fevereiro de 2026. O navio entrou na baía e atracou próximo à cidade.  (ANSA)

A crise energética em Cuba e o encontro entre Irã e EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, definiu Cuba como uma "nação falida" e pediu a Havana que chegasse a um acordo com os Estados Unidos, rejeitando a ideia de uma operação de mudança de regime. A ilha enfrenta grave escassez de combustível e apagões, à medida que Trump intensifica o embargo dos EUA, que já dura décadas, ao país e pressiona outros países a pararem de enviar petróleo para Havana.

Vatican News

Um incêndio de grandes proporções atingiu no último final de semana a refinaria Ñico López, em Havana, enquanto Cuba enfrenta sérias dificuldades devido ao bloqueio dos EUA ao fornecimento de petróleo. Um jornalista da AFP observou uma grande coluna de fumaça subindo da refinaria, embora não esteja claro se as chamas atingiram os tanques de armazenamento de petróleo. Segundo testemunhas, os bombeiros responderam rapidamente.

Os Estados Unidos suspenderam os embarques de petróleo venezuelano para Cuba após a operação militar de 3 de janeiro em Caracas, que resultou na captura de Nicolás Maduro, e no final de janeiro ameaçaram impor tarifas aos países que fornecem combustível a Cuba. Entre as consequências, houve a suspensão de muitos voos devido à impossibilidade de reabastecer aviões que pousavam em Cuba. O governo em Havana teve que tomar medidas, reduzindo o transporte público, o horário de expediente e aumentando as aulas universitárias remotas.

México e Espanha

 

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, propôs mais uma vez seu país como um terreno neutro para negociações entre os Estados Unidos e Cuba, reafirmando explicitamente uma oferta de mediação anterior. Ela também propôs o México como uma ponte aérea para facilitar as conexões com Havana, oferecendo às empresas a oportunidade de reabastecer em seu território.

O governo espanhol enviará ajuda humanitária a Cuba por meio do sistema das Nações Unidas. O ministério das Relações Exteriores fez o anúnico em um comunicado divulgado após uma reunião realizada na segunda-feira, 16, em Madri entre o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, e seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, a pedido deste último.

Durante a reunião, foi abordada a situação atual em Cuba após o endurecimento do embargo. Também foi discutida a situação das empresas espanholas no país. Além disso, foram abordados os principais objetivos propostos pelo Secretariado pro tempore da Espanha para a Cúpula Ibero-Americana, que será realizada nos dias 4 e 5 de novembro em Madri.

Segunda rodada de negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos

 

Nesta terça-feira, os Estados Unidos e o Irã devem realizar uma segunda rodada de negociações sobre o programa nuclear de Teerã em Genebra, segundo antecipado por Axios, citando um funcionário estadunidense e outras três fontes confiáveis. A informação também foi divulgada pela Reuters. A equipe estadunidense deve incluir o conselheiro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, e o enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff. Quanto à delegação iraniana, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, deve estar presente; o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, também deve participar.

No entanto, as tensões permanecem altas. Os militares dos Estados Unidos estariam se preparando para a possibilidade de operações prolongadas, que podem durar semanas, disseram à Reuters dois funcionários da Casa Branca, que falaram sob condição de anonimato. Aumentando a pressão sobre Teerã está a decisão, noticiada pelo The New York Times e posteriormente confirmada por Trump, de enviar um segundo porta-aviões, o Ford, o maior do mundo depois do Lincoln, para o Golfo, que já se encontra na região.

A ação militar estaria "entre as opções que Trump está considerando", escreveu o jornal nova-iorquino, citando altos funcionários americanos. Tanto que o próprio presidente, quando questionado por repórteres a bordo do Air Force One sobre a possibilidade de uma mudança de liderança, afirmou que "seria a melhor coisa que poderia acontecer". "Queremos um acordo", disse ele, falando de Fort Bagg, na Carolina do Norte, "mas até agora tem sido difícil".

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17 fevereiro 2026, 07:10