Kuwait: Fumaça sobe após ataque de drone iraniano no Aeroporto Internacional do Kuwait Kuwait: Fumaça sobe após ataque de drone iraniano no Aeroporto Internacional do Kuwait  (AFP or licensors)

Santa Sé pede fim da violência no Oriente Médio e alerta para “abismo intransponível”

Em debate no Conselho de Direitos Humanos da ONU, dom Ettore Balestrero reforça apelo do Papa Leão XIV por diálogo, diante de ataques do Irã contra países árabes.

Matheus Macedo - Vatican News

Durante a 61ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU, realizada nesta quarta-feira (25/03), a Santa Sé manifestou profunda preocupação diante da escalada de conflitos no Oriente Médio.

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No debate sobre as implicações em matéria de direitos humanos dos ataques não provocados da República Islâmica do Irã contra Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia, o núncio apostólico e observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Genebra, Ettore Balestrero, afirmou que o Vaticano acompanha a situação com apreensão.

Segundo ele, a Santa Sé expressa “profunda dor pelas numerosas vítimas inocentes em toda a região, incluindo as crianças, bem como por aqueles que foram deslocados, particularmente as famílias”.

Ataques a civis preocupam
 

Dom Balestrero também destacou a gravidade dos ataques em curso, sobretudo aqueles direcionados contra a população civil.

“Além disso, os ataques em curso, que por vezes são, de forma preocupante, apoiados por inteligência artificial, dirigidos contra infraestruturas civis, incluindo hospitais, escolas e áreas residenciais, são profundamente alarmantes”, afirmou.

Ao recordar palavras recentes do Papa Leão XIV, o arcebispo reforçou a dimensão humana da crise:

“Não podemos permanecer em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas indefesas, vítimas desses conflitos. Aquilo que as fere, fere toda a humanidade.”

Paz exige diálogo, não armas
 

A Santa Sé reiterou que a solução para o conflito não passa pelo uso da força.

“A paz e a estabilidade não podem ser alcançadas por meio de armas e represálias, que apenas semeiam morte e destruição e alimentam ódio, ressentimento e medo. Pelo contrário, devem ser alcançadas por meios pacíficos, como a diplomacia e o diálogo, e pelo pleno respeito do direito internacional.”

Ao concluir sua intervenção, dom Balestrero retomou o apelo do Papa para que a comunidade internacional aja com responsabilidade:

Ele exortou “todas as partes envolvidas a assumirem a responsabilidade moral de interromper esta espiral de violência antes que ela se torne um abismo intransponível.”

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26 março 2026, 10:20