Nigéria: pelo menos 50 estudantes sequestrados em três escolas diferentes
Vatican News
A notícia foi divulgada na noite de sábado, 16 de maio, pelos principais meios de comunicação internacionais, mas o fato ocorreu na sexta-feira (15/05) no nordeste da Nigéria, mais precisamente na aldeia de Mussa, epicentro de uma insurreição jihadista. Cerca de 50 crianças e adolescentes, muitos deles muito pequenos, com idades entre 2 e 5 anos, foram sequestrados por militantes islâmicos em três escolas diferentes da aldeia. O roteiro é o de sempre: a invasão dos prédios por homens armados e com o rosto coberto, a agressão e, em seguida, o sequestro em massa, provavelmente com o objetivo de extorsão.
Números contraditórios
Mohammed Ali Ndume, senador do estado de Borno, declarou à agência de notícias AFP que, de acordo com uma contagem feita pelas autoridades locais de Mussa, teriam sido sequestradas efetivamente 42 pessoas. Um morador, Bukar Buba, afirmou, por outro lado, que as crianças sequestradas são 48. Mas algumas continuam desaparecidas, pois não estavam na sala de aula no momento do ataque e talvez tenham conseguido fugir para a floresta. O ataque de sexta-feira (15/05) ocorreu logo após a saída da aldeia dos soldados do exército nigeriano, explicou Buba, cuja filha e neta estão entre as pessoas sequestradas. Segundo ele, o exército passou a noite vasculhando os arredores em busca dos estudantes, sem conseguir encontrar “nem mesmo uma única criança”.
A motivação islâmica
Ninguém reivindicou o sequestro, mas na zona atuam os jihadistas do Boko Haram, o grupo islamista que disputa o controle da região com sua facção rival, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP). Há muito tempo, os estados do norte do país mais populoso da África estão à mercê de uma insegurança crônica causada por bandos armados, que saqueiam aldeias e sequestram e aterrorizam os habitantes, e pela presença de grupos jihadistas, ativos principalmente no nordeste. Algumas testemunhas, que presenciaram os ataques em Mussa, afirmam também que os suspeitos usaram crianças como escudos humanos enquanto fugiam de motocicleta, impedindo as forças de segurança de abrir fogo.
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