Cisjordânia, habitantes de Qusra, ao sul de Nablus Cisjordânia, habitantes de Qusra, ao sul de Nablus  (ANSA)

Cisjordânia: continua o cerco israelense contra casas palestinas em Nablus

Em Qusra, colonos continuam bloqueando as casas de moradores do povoado, incluindo a de um cidadão estadunidense. O embaixador dos EUA em Israel adotou uma postura firme: "As ações de quem cometeu este horrível ato de terrorismo são repugnantes." Nos primeiros seis meses de 2026, foram registrados 660 episódios de violência "nacionalista" perpetrados por colonos.

Vatican News

“É um ato de terrorismo”. O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, definiu assim o cerco às residências palestinas em Qusra, aldeia ao sul de Nablus, na Cisjordânia, realizado por vários colonos israelenses. Entre as casas sitiadas, consta também a de um cidadão estadunidense. “As ações de quem cometeu esse horrível ato de terrorismo, com o objetivo de amedrontar e assediar essa família, são repugnantes”, escreveu Huckabee numa postagem no X, acrescentando que não pode haver nenhuma desculpa “para um comportamento de vândalos”.

Dois postos avançados demolidos

Durante a noite, o Exército israelense e as forças policiais, instadas também pelo embaixador dos EUA, demoliram dois postos avançados de colonos israelenses nas aldeias de Qusra e Jalud, construídos na área sob a administração da Autoridade Palestina e, por isso, considerados ilegais. Há vários dias, em Qusra e nas áreas vizinhas, os colonos israelenses vinham impedindo que famílias palestinas tivessem acesso à água, à comida e à eletricidade, buscando, dessa forma, obter o controle total do território.



Aumento da violência

De acordo com alguns dados divulgados pela imprensa internacional e provenientes de fontes do aparato de segurança israelense, nos primeiros seis meses de 2026, na Cisjordânia, teriam ocorrido 660 episódios de violência “nacionalista” por parte dos colonos, contra 405 registrados no mesmo período de 2025.

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13 agosto 2026, 15:49