2026.04.21 Viaggio Apostolico in Guinea Equatoriale - Trasferimento e Cerimonia di benvenuto

Papa: em Angola, a Igreja cresce e pode ajudar a promover os direitos de todos

No voo de Luanda para Malabo, na Guiné Equatorial, Leão XIV responde às perguntas de três jornalistas angolanos presentes no voo papal. Ele afirma ter conversado com o presidente sobre um trabalho conjunto entre a Igreja e o Estado nas áreas da saúde e da educação. E a um jornalista que perguntou sobre um possível Consistório, ele explica que “ainda não está decidido quando haverá a nomeação de novos cardeais”.
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Salvatore Cernuzio – no voo Luanda a Malabo

Tal como nos voos anteriores durante a longa viagem pela África, o Papa – durante o trajeto de Luanda a Malabo – cumprimentou os jornalistas e respondeu às perguntas dos correspondentes locais. Três colegas da mídia angolana presentes no avião papal receberam respostas de Leão. Antes, porém, ele quis dar os parabéns a dois jornalistas, Jordi Garcia e Andrea Tramontano, que comemoram o aniversário durante a viagem: “podemos dar uma salva de palmas”. 

O Papa durante a conversa com os jornalistas no avião que o levou à Guiné Equatorial
O Papa durante a conversa com os jornalistas no avião que o levou à Guiné Equatorial   (@Vatican Media)

A colaboração entre Igreja e Estado em Angola nas áreas da saúde e educação

Respondendo à pergunta da correspondente da Televisão Pública de Angola, Adrina Domingos, que perguntou como a Igreja pode ajudar o Estado angolano a melhorar, sobretudo nas áreas da educação e da saúde, o Papa assegurou que já “trabalhamos juntos pelo bem de todo o povo, mas a partir de pontos de vista diferentes”. Leão explicou ter analisado essas questões com o presidente para entender “como podemos trabalhar juntos, onde é possível melhorar os serviços que o Estado, no caso de Angola, oferece sobretudo ao povo para a construção de novos hospitais, novas estruturas, para um forte compromisso em prol do bem do povo”. 

Um futuro Consistório

“Acredito que a Igreja tem a responsabilidade, por meio do testemunho, da palavra e também da pregação, de um anúncio corajoso da palavra de Deus, de reconhecer os direitos de todos e ajudar, nesse sentido, a promover os direitos universais”, acrescentou o Pontífice. Ele sorriu, porém, diante da pergunta do correspondente da Agência de Imprensa Angolana, Mauro Romoto, sobre um possível Consistório com a nomeação de um cardeal angolano. “Essa é a pergunta que muitos querem fazer”, respondeu Leão XIV, explicando que “ainda não está decidido quando haverá a nomeação de novos cardeais. É preciso analisar um pouco a questão em um nível global... Esperamos que, para a África e talvez também para Angola, num futuro próximo, um pouco mais distante, se possa considerar a nomeação de um novo cardeal também para Angola”.

Um apelo à evangelização, sem proselitismo

Antes de se despedir dos jornalistas e desejar-lhes “bom voo e boa viagem”, o Papa – instado por uma última pergunta de Cornelio Bento, da Rádio Ecclésia, a emissora católica angolana – expressou a “alegria” de ver “os lugares do mundo onde a Igreja está crescendo”. “Todos sabemos”, acrescentou, “que há outros lugares no mundo onde acontece o contrário; portanto, há aqui um chamado à evangelização, a continuar anunciando o Evangelho e a tentar convidar outras pessoas, não por proselitismo, como dizia tantas vezes o Papa Francisco, mas pela beleza, pela atração da fé; a alegria dos fiéis é um dos melhores anúncios da fé, do Evangelho”.

Mais pastores para o bem do povo

Em Angola, é verdade: “a Igreja está crescendo”. E isso graças também ao trabalho dos próprios bispos, com a colaboração do núncio apostólico, destacou Leão XIV. “Podemos ver concretamente onde seria importante criar novas dioceses para o bem do povo, a fim de ter essa possibilidade de mais bispos com maior proximidade como pastores junto ao povo”.

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21 abril 2026, 12:34