Pessoas inspecionam os danos após um ataque aéreo israelense na cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, em 26 de maio de 2026. Pessoas inspecionam os danos após um ataque aéreo israelense na cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, em 26 de maio de 2026.  (ANSA)

A proximidade de Leão XIV aos peregrinos libaneses presentes na audiência

Os mais recentes ataques israelenses no sul do Líbano deixaram 31 mortos e 40 feridos. O Ministério da Saúde libanês divulgou um comunicado informando que entre as vítimas havia pelo menos quatro crianças e três mulheres. As Forças de Defesa de Israel (IDF), por sua vez, afirmaram ter matado um membro do movimento xiita libanês pró-Irã Hezbollah no sul do Líbano.

Vatican News

“Maria, nossa Mãe, está sempre presente conosco, intercedendo por nós e cuidando de nós com amor materno. Que o Senhor abençoe a todos e os proteja sempre de todo o mal!”

Quer na saudação aos peregrinos de língua árabe, como de língua francesa, o olhar atento do Santo Padre aos libaneses presentes na Audiência Geral desta quarta-feira. Os libaneses que o acolheram calorosamente quando de sua visita ao País dos Cedros entre 30 de novembro e 2 de dezembro de 2025, viagem marcada pelo lema "Bem-aventurados os que promovem a paz". Paz esta, que parece um sonho ainda distante de ser alcançado.

De fato, o sul e o sudeste do Líbano voltaram a ser atacados por Israel na terça-feira, o que provocou a morte de ao menos 31 pessoas e ferimentos em outras 40. segundo o Ministério da Saúde libanês. Entre as vítimas, ao menos 4 crianças e 3 mulheres. 

As Forças Armadas de Israel afirmaram ter atingido mais de 100 alvos ligados ao Hezbollah, incluindo infraestrutura militar e combatentes do movimento xiita libanês pró-Irã Hezbollah no sul do Líbano.

Esta é uma das campanhas de bombardeio mais intensas desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, iniciado em abril passado. A escalada ocorre após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar sua intenção de intensificar ainda mais as operações contra o Hezbollah. Isso apesar da nova rodada de negociações com o governo de Beirute, agendada para a próxima semana.

Papa: ajuda ao povo de Gaza e respeito pelos direitos de todos

 

Ao deixar Castel Gandolfo na noite de terça-feira, Leão XIV reiterou que "é preciso fazer um renovado apelo pelo respeito aos direitos humanos de todos. Infelizmente - disse o Papa - o povo de Gaza ainda não está recebendo ajuda humanitária, o que está causando protestos, dificuldades e até mesmo ações daqueles que participaram da Flotilha."  "Renovo meu apelo a todas as autoridades para que auxiliem e acompanhem o povo de Gaza, para ajudar na reconstrução; o povo está sofrendo", disse o Pontífice aos jornalistas postados diante da Vila Barberini.

Colonos israelenses atacam moradia na Cisjordânia

 

Os palestinos sofrem também na Cisjordânia ocupada. A agência de notícias oficial Wafa informou que, na manhã desta quarta-feira, colonos israelenses incendiaram um veículo e parte de uma casa no vilarejo de Khirbet Masoud, ao sul de Jenin, na Cisjordânia. Fontes locais disseram que os colonos atacaram casas e picharam slogans racistas nas paredes de várias residências.

Na Cisjordânia, a violência e a intimidação praticadas por grupos de colonos israelenses contra palestinos têm sido denunciadas por organizações internacionais, governos e entidades de direitos humanos como um fator central de agravamento do conflito. Esses atos incluem ataques físicos, destruição de propriedades, incêndios de plantações, expulsões forçadas e ameaças constantes a comunidades palestinas, muitas vezes em áreas próximas a assentamentos israelenses considerados ilegais pelo direito internacional. Críticos afirmam que a expansão dos assentamentos e a atuação de colonos armados contribuem para um ambiente de medo, restrição de mobilidade e enfraquecimento das condições de vida palestinas, enquanto autoridades israelenses alegam que parte da violência ocorre em contexto de confrontos mais amplos e questões de segurança.

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27 maio 2026, 10:54