Papa com o presidente do Governo da Espanha em vésperas de viagem ao país em junho
Andressa Collet - Vatican News
O Papa Leão XIV, antes a Audiência Geral desta quarta-feira (27/05), encontrou o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez Pérez-Castejón, na Biblioteca Privada do Palácio Apostólico. A seguir, o primeiro-ministro espanhol se reuniu com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, acompanhado por dom Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais do Vaticano.
Na pauta no Vaticano, a viagem do Papa à Espanha
Segundo um comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, durante o encontro na Secretaria de Estado, foi expressa satisfação pela iminente viagem apostólica de Leão XIV à Espanha, que será realizada de 6 a 12 de junho, "sinal das boas relações que existem" entre a Santa Sé e o país espanhol.
Durante a permanência na Espanha, o Papa irá visitar Madri e, em seguida, Barcelona — 16 anos depois de Bento XVI —, onde irá inaugurar a nova e mais alta torre da Sagrada Família, a monumental basílica projetada e parcialmente construída por Antoni Gaudí, justamente nos dias em que se recordam os 100 anos da morte do grande arquiteto (10 de junho de 1926), declarado venerável servo de Deus em 2025. Em Barcelona, também estará sendo realizado, de 9 a 12 de junho, o encontro dos bispos do Mediterrâneo. Da Catalunha, o Papa seguirá então para o arquipélago das Canárias, com paradas em Tenerife e Gran Canária.
As migrações e o empenho pela paz
Na audiência na Secretaria de Estado, também foram abordadas algumas questões de interesse comum, tais como "a necessidade de promover um diálogo frutífero entre a Igreja local e as autoridades governamentais, bem como entre os diversos setores da sociedade civil, baseado no respeito mútuo e voltado para a promoção do bem comum".
No decorrer da conversa também foram abordados temas de caráter internacional, com especial referência "às repercussões dos conflitos no mundo, às migrações, à importância do multilateralismo e do respeito ao direito internacional, bem como à urgência de um empenho constante em prol da paz".
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