Olimpíadas em Milão: ocasião para construir fraternidade, afirma cardeal Parolin
Andressa Collet - Vatican News
O Brasil estreou nos Jogos Olímpicos de Inverno "Milano-Cortina 2026" nesta terça-feira (10/02) na disputa feminina e masculina da modalidade de esqui cross-country com eliminação na fase classificatória, já que apenas os 30 mais rápidos avançam na competição: desde a semana passada começou a disputa das 16 modalidades por 3.500 atletas provenientes de 93 países. O evento começou oficialmente na última sexta-feira, 6 de fevereiro, quando a cerimônia de abertura contou pela primeira vez na história com a presença de um secretário de Estado do Vaticano.
A participação de Parolin na abertura das Olimpíadas
O cardeal Pietro Parolin falou sobre a sua presença no evento quando encontrou os jornalistas no último domingo (08/02) por ocasião da missa solene que presidiu no santuário mariano de Monte Berico, em Vicenza, na Itália, que deu início ao Ano Jubilar Mariano e do Renascimento pelos 600 anos da primeira aparição da Virgem Maria. Ao recordar a mensagem do Papa Leão XIV para os Jogos Olímpicos de Inverno, o cardeal Parolin destacou “o valor do esporte como mensagem de paz e concórdia, como grande ocasião de construir fraternidade” e reiterou o apelo para “respeitar a trégua olímpica que tradicionalmente é observada”.
De fato, no dia da cerimônia oficial no Estádio San Siro, em Milão, o Pontífice divulgou uma Carta sobre o valor do esporte intitulada A vida em abundância. Dividida por temas ligados ao mundo esportivo, desde sua história até os desafios atuais, o Papa propôs uma reflexão que une dimensão humana, educativa e espiritual da prática esportiva.
A Trégua Olímpica, instrumento de esperança
Leão XIV aproveitou o documento para recordar os seus predecessores, que sempre atribuíram ao esporte “um papel importante para o bem da humanidade, em particular para a promoção da paz”. Ele lembrou ainda que a Trégua Olímpica nasceu do acordo de suspender todas as hostilidades e é um instrumento especialmente para o atual período de conflitos, de domínio da “cultura da morte”, pois é útil para pôr fim “à prevaricação, à exibição de força e à indiferença pelo direito”.
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