Superiores Maiores da África Austral analisam, em Luanda, a vida consagrada na região
Anastácio Sasembele – Luanda, Angola
O Bispo da Diocese Angolana de Menongue, que falava esta quarta-feira, na Casa de Espiritualidade Mamã Muxima, nos Ramiros/Benfica, em Luanda, durante a homilia da Missa de abertura da Segunda Assembleia da Conferência Regional dos Superiores Maiores da África Austral, que decorre de 27 de janeiro a 3 de fevereiro, afirmou que a assembleia não representa apenas o início de trabalhos administrativos, mas um verdadeiro ato de fidelidade e um recomeço da vocação consagrada.
Numa região marcada por vários desafios sociais, económicos e políticos, o bispo de Menongue exortou os consagrados a serem luz do mundo e sal da terra.
Ao olhar para a realidade da vida consagrada na África Austral, o Bispo Ndakalako reconheceu a existência de desafios como a escassez de vocações, o envelhecimento dos membros, a pobreza estrutural, a insegurança e a secularização, mas apontou também sinais de esperança, como a juventude viva, a fé ardente e a criatividade missionária das comunidades. Advertiu que “a Igreja não morre por falta de discursos, mas por falta de testemunhas", sublinhando que “palavras sem obras esvaziam o anúncio do Evangelho".
Por sua vez, o Presidente da Conferência Regional dos Superiores Maiores da África Austral, Padre Joaquim José Luís Pedro, destacou a importância de caminhar juntos na comunhão e na esperança, afirmando que a missão da conferência é abrir caminhos comuns que nenhum instituto conseguiria percorrer sozinho.
Falando durante o discurso de abertura do evento, na Casa de Espiritualidade mamã Muxima, o Sacerdote Moçambicano sublinhou que a II Assembleia se realiza sob o tema “Consagrados para a missão, caminhando juntos na esperança e na comunhão”, com o subtema “Memória, identidade e discernimento para o futuro”, orientando os participantes a servir melhor a Igreja em comunhão com os Bispos.
E a Vice-Presidente da Conferência dos Superiores Maiores dos Institutos Religiosos de Angola (CIRA), Irmã Natália Miguel, afirmou que a realização da assembleia em Angola representa um sinal concreto de unidade e comunhão da vida consagrada na região, construída na diversidade das culturas, línguas e realidades, mas enraizada numa única vocação e missão.
Falando durante o discurso de boas-vindas aos participantes do evento, que acontece pela primeira vez em Angola, a religiosa sublinhou que o país acolhe a assembleia com espírito fraterno, desejando que este seja um espaço de encontro, escuta e discernimento comum, capaz de ajudar os Consagrados a lerem os sinais dos tempos e a responderem com fidelidade evangélica aos desafios da vida consagrada na África Austral.
Madre angolana, concluiu confiando os trabalhos da assembleia à acção do Espírito Santo, desejando que os diálogos, reflexões e decisões que dali brotarem sejam sábios, proféticos e fecundos para o bem da vida consagrada e da Igreja na região.
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