Na Nigéria, libertados nove jovens sequestrados em igreja católica
Vatican News
Nove jovens, sequestrados na primeira semana de fevereiro durante uma vigília de oração na Igreja Católica de São João, no Estado de Benue, na Nigéria, foram libertados no último sábado por um esforço conjunto entre as forças de segurança do governo e grupos de vigilância locais.
Tratamento e apoio
"Os reféns resgatados, seis meninas e três meninos, estão recebendo tratamento e apoio", anunciou no domingo, 15, Solomon Iorpev, assessor técnico do governador do Estado de Benue, ao divulgar a notícia. As circunstâncias de sua libertação não foram divulgadas: o pagamento de resgates é proibido por lei na Nigéria, mas muitos observadores internacionais acreditam que a prática seja generalizada.
Onda de sequestros
A região onde ocorreu o sequestro mais recente está localizada no centro da Nigéria e é palco de tensões violentas entre agricultores e pastores que competem pelo controle da terra e dos recursos naturais. A região enfrenta um aumento nos sequestros para resgate, perpetrados por grupos armados locais comumente chamados de "bandidos".
Diante de uma onda de violência no país mais populoso da África, o presidente nigeriano Bola Tinubu declarou estado de emergência no final de novembro do ano passado e começou a recrutar soldados e policiais para combater a insegurança. No entanto, até o momento, a medida não está produzindo os efeitos desejados.
Violência sem fronteiras
Neste meio tempo, no Estado de Borno, o exército anunciou nesta segunda-feira, 16, ter repelido ataques simultâneos de militantes islâmicos que, segundo relatos, custaram a vida de vários soldados.
Em Borno, epicentro da insurgência islâmica na Nigéria, que já dura 17 anos, combatentes do Boko Haram e do Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) intensificaram os ataques contra tropas e civis.
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