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Foto do venerável Fulton Sheen Foto do venerável Fulton Sheen 

O venerável Fulton Sheen será beatificado em Saint Louis no dia 24 de setembro

O Dicastério para as Causas dos Santos informou que o representante do Papa Leão XIV para o rito solene será o cardeal pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização, Luis Antonio Tagle. Arcebispo titular de Newport e ex-bispo de Rochester, Sheen destacou-se por aplicar as orientações do Concílio Vaticano II, especialmente entre as classes sociais mais vulneráveis, com uma “pastoral de fronteira”.

Deborah Castellano Lubov e Robin Gomes - Vatican News

O venerável Fulton John Sheen será beatificado na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, em Saint Louis, nos Estados Unidos. O Papa Leão XIV enviará como seu representante o cardeal Luis Antonio Gokim Tagle. O anúncio foi feito pelo Dicastério para as Causas dos Santos.

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Pregação na televisão e no rádio
 

Após um decreto sobre suas virtudes heroicas, o arcebispo norte-americano foi declarado venerável em 2012 pelo Papa Bento XVI. Em 2019, o Papa Francisco autorizou um decreto que reconheceu um milagre atribuído à sua intercessão. Com isso, Fulton Sheen foi admitido à beatificação, após a qual receberá o título de beato.

O arcebispo era conhecido por sua pregação, especialmente na televisão e no rádio. Nascido em uma família irlandesa em El Paso, em 8 de maio de 1895, Sheen descobriu sua vocação sacerdotal aos 24 anos e foi ordenado padre em 1919. Prosseguiu seus estudos na Catholic University of America, na Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica, e na Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, em Roma.

Milhões de ouvintes
 

Retornou aos Estados Unidos em 1926 e começou a lecionar na Universidade Católica da América, função que exerceu até 1950. Sheen foi bispo de Rochester, em Nova York, e em 1969 o Papa Paulo VI o nomeou arcebispo titular de Newport, no País de Gales.

Dotado de grande talento como professor e orador, suas homilias eram muito apreciadas. Em 1930, começou a participar do programa radiofônico dominical “A hora católica”, que, no auge de sua popularidade, alcançou cerca de quatro milhões de ouvintes. Em 1951, passou a apresentar o programa televisivo semanal “Vale a pena viver”, dedicado a temas de fé, que chegou a atrair cerca de 30 milhões de espectadores.

Faleceu em Nova York aos 84 anos, em 9 de dezembro de 1979.

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26 março 2026, 10:45