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A luz que não se apaga: no Tempo Pascal, somos chamados a ser esse eco da Ressurreição, uma chama que se propaga, vencendo a escuridão e a cultura da morte. A luz que não se apaga: no Tempo Pascal, somos chamados a ser esse eco da Ressurreição, uma chama que se propaga, vencendo a escuridão e a cultura da morte.  (AFP or licensors)

Tempo Pascal: uma resposta redentora à cultura de morte

Dos cinquenta dias de Páscoa ao Pentecostes, a Igreja é convidada a proclamar a alegria do Ressuscitado como antídoto para a desesperança.
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Pe. Rodrigo Rios – Vatican News

Entre os tempos litúrgicos da Igreja, os cinquenta dias de Páscoa possuem primazia, pois fundamentam a nossa fé, tudo aquilo em que acreditamos. A Ressurreição é para nós tão grandiosa, que o seu dia se estende numa oitava, mostrando assim a intensidade dessa festa. Contudo, o que celebramos é colocado em evidência num ciclo quinquagesimal que se encerra com a solenidade de Pentecostes.

Para mim, a luz que pouco a pouco é aclamada quando o Círio entra na Vigília Pascal ilumina todo o percurso feito nesse tempo. O que havia de escuridão se foi e, com isso, a alegria volta a reinar.

Nesse tempo pascal, a Liturgia da Palavra nos leva a olhar para as aparições do Ressuscitado. Como você reagiria caso visse alguém morto e depois vivo à sua frente? Alguns pensariam que era um fantasma ou algo semelhante. Ver os encontros em Emaús, no cenáculo, à beira do mar da Galileia, por exemplo, nos faz imergir no misto de medo e alegria ante a novidade apresentada. Mas, assim como os discípulos, nós também “não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos” (At 4,20).

Isso nos coloca na dimensão de testemunhas. Os discípulos as foram de forma sensível, presencial, e deram a vida anunciando o que era inaudito. E nós, cristãos de tantos séculos depois? Nós nos tornamos testemunhas quando fazemos a experiência com o Ressuscitado. É algo tão forte, que o grito “Ele está vivo” ecoa do interior para toda a humanidade.

Cada dia até Pentecostes é um ecoar desse grito. O mistério de Cristo não se reduz a algo do passado. É possível estar com ele, tocá-lo, hoje, também. Acredito ser este o maior desafio para estes dias. Em um mundo no qual muitos desejam mostrar Cristo como apenas um personagem histórico, para anunciar a sua presença como real, precisa-se de muita coragem. Somente quem fez um encontro assim é capaz de lançar-se nesse empreendimento!

Quando o Papa Francisco resolveu colocar como temática do último Jubileu, em 2025, a Esperança, recordo-me da bula de proclamação que explicava o motivo. As pessoas estão desesperançosas, dizia ele, e precisam encontrar um novo ânimo na vida. De fato, olhar ao nosso redor é constatar o quanto o mundo precisa de um anúncio de ressurreição. Entendo que a Páscoa se torna necessária para a humanidade que vive em uma cultura de morte. Precisamos de uma “cultura da vida” e nada melhor que esse tempo para proclamar isso.

Antes do Pentecostes acontecer, os apóstolos se reuniram em oração esperando a promessa se concretizar. Afirmo que precisamos intensificar nossas orações, pois, assim, a coragem virá para testemunhar e fazer com que esse anúncio chegue especialmente aos que mais precisam: os mortos em vida.


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10 abril 2026, 14:32