Busca

Vista aérea de casas destruídas após uma série de ataques mortais realizados por grupos armados no estado de Plateau, na região central da Nigéria. (Foto de Kim Masara / AFPTV / AFP) Vista aérea de casas destruídas após uma série de ataques mortais realizados por grupos armados no estado de Plateau, na região central da Nigéria. (Foto de Kim Masara / AFPTV / AFP)  (AFP or licensors)

Na Nigéria, atacada igreja durante Missa dominical

A violência na Nigéria é impulsionada principalmente por ações de grupos jihadistas, banditismo armado e conflitos intercomunitários, gerando uma crise de segurança generalizada nas regiões norte e central do país.

Vatican News

A Igreja de São José em Inoyi, Affa, no distrito de Udi, Estado de Enugu (sudeste da Nigéria), foi atacada durante a celebração da Missa no domingo, 2 de agosto. Pelo menos sete homens armados entraram no local por volta das 8h30, interrompendo a celebração. Os bandidos sequestraram pelo menos três pessoas — um seminarista, um catequista e um paroquiano — fugindo em seguida para uma floresta próxima.

O ataque, que ocorreu durante fortes chuvas na região, mergulhou a comunidade local no caos, com paroquianos aterrorizados fugindo da igreja em busca de abrigo.

Alguns paroquianos tentaram perseguir os atacantes, mas desistiram porque eles estavam fortemente armados e porque não queriam colocar em risco a vida dos reféns.

A polícia iniciou uma operação de busca, que, segundo eles, permitiu que pelo menos um dos reféns escapasse dos sequestradores e voltasse para casa. O catequista, enquanto o seminarista, identificado como Lawrence Chidera Igbo, e o fiel, identificado apenas pelo primeiro nome, Emmanuel, permaneceram nas mãos dos sequestradores. 

A violência na Nigéria é impulsionada principalmente por ações de grupos jihadistas, banditismo armado e conflitos intercomunitários, gerando uma crise de segurança generalizada nas regiões norte e central do país.

As ações violentas são praticadas principalmente por facções como o Boko Haram e o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), focadas em insurgências e ataques a comunidades no nordeste.

Já as gangues criminosas locais são responsáveis por invasões a vilarejos, saques e sequestros em massa de civis para exigir resgates financeiros no noroeste.

Soma-se a isso as lutas por recursos agrários e episódios de perseguição e intolerância religiosa no cinturão central (Middle Belt).

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

03 agosto 2026, 20:40