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Bispos do Madagascar pedem a solidariedade dos fiéis às vítimas de ciclone

“Faço-me próximo das populações de Madagascar atingidas, num curto intervalo de tempo, por dois ciclones, com inundações e deslizamentos de terra. Rezo pelas vítimas e seus familiares e por todos aqueles que sofreram graves danos." (Leão XIV no Angelus de 15 de fevereiro)

Vatican News

O Madagascar - país visitado pelo Papa Francisco em setembro de 2019 - continua a avaliar os danos causados ​​pelo ciclone tropical Gezani, que até o momento devastou 25 distritos em cinco regiões da ilha do Oceano Índico. A segunda maior cidade da ilha, Toamasina, foi a mais atingida. Seus moradores ainda estão sem água e, em parte, sem eletricidade.

De acordo com a avaliação provisória divulgada em 16 de fevereiro pelo Escritório Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (BNGRC), foram danificados um total de 49.129 prédios, incluindo dois hospitais e sete repartições públicas; 59 pessoas morreram; 15 estão desaparecidas; 804 ficaram feridas; 423.986 pessoas foram afetadas (104.706 famílias); e 27.756 casas foram inundadas.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho na África (FICV África) estima que 16.428 pessoas foram deslocadas (4.045 famílias). 

Em 11 de fevereiro, a Conferência Episcopal de Madagascar, em carta assinada por Jean-Claude Rakotoarisoa, secretário da CEM, lançou um apelo de solidariedade às vítimas do ciclone. Em particular, todos os fiéis católicos foram exortados a prestar auxílio às vítimas do ciclone, que devastou diversas localidades, especialmente a Diocese de Toamasina, no leste da Ilha Grande. A organização das ajudas foi confiada aos bispos e líderes diocesanos, e todas pessoas dispostas a ajudar são solicitadas a seguir suas orientações.

No domingo, 15 de fevereiro, ao final da oração do Angelus, o Papa Leão XIV expressou sua proximidade ao povo malgaxe afetado pelos devastadores ciclones Fytia e Gezani: "Faço-me próximo das populações de Madagascar atingidas, num curto intervalo de tempo, por dois ciclones, com inundações e deslizamentos de terra. Rezo pelas vítimas e seus familiares e por todos aqueles que sofreram graves danos".

Segundo as autoridades malgaxes, Madagascar já havia sido atingida no noroeste pelo ciclone tropical Fytia no início de fevereiro, causando pelo menos sete mortes e o deslocamento de mais de 20.000 pessoas. Embora não tenha atingido diretamente o continente, no último sábado, 14 de fevereiro, a tempestade causou quatro mortes e danos à infraestrutura e a residências nas províncias de Inhambane e Sofala, no vizinho Moçambique.

O presidente Daniel Chapo, falando à margem da cúpula da União Africana em Adis Abeba, confirmou o número de mortos, afirmando que o número de vítimas foi relativamente baixo graças à adesão da população às instruções emitidas pelas autoridades. O governador provincial Francisco Pagula confirmou os danos à infraestrutura pública e a residências. No entanto, Chapo enfatizou que as evacuações preventivas e o cumprimento dos alertas precoces foram fundamentais para minimizar os danos.

O Sudeste da África normalmente vivencia uma temporada anual de tempestades tropicais de outubro a abril, resultando em graves danos materiais e inúmeras mortes.

*Com Agência Fides

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17 fevereiro 2026, 10:48