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Clashes intensify in remote east Congo, challenging U.S. mediation

RD Congo: um novo massacre ensanguenta Kivu do Norte

O número de mortos de um ataque ocorrido neste sábado (07/02) em Gelumbe oscila entre 25 e 35. “É um horror planejado que continua no silêncio do Ocidente”, afirma à mídia do Vaticano o Pe. Giovanni Piumatti, missionário fidei donum de longa data na diocese congolesa de Butembo-Beni.

Valerio Palombaro - Vatican News

Um novo massacre ensanguenta o leste da República Democrática do Congo. Entre 25 e 35 civis foram brutalmente assassinados neste sábado (07/02) em um ataque atribuído às Forças Democráticas Aliadas (ADF), milícias que há anos assolam essas terras e que em 2009 juraram lealdade ao autoproclamado Estado Islâmico (EI).

A instabilidade na fronteira entre Kivu do Norte e Ituri

Desta vez, o massacre foi cometido perto da aldeia de Gelumbe, perto de Beni-Oicha, extremo norte da região de Kivu do Norte, quase na fronteira com a região de Ituri. Trata-se do mesmo grupo que, em novembro de 2025, perpetrou um massacre em Byambwe, na diocese de Butembo-Beni, e, no final de julho, matou mais de 40 civis em um ataque contra a igreja católica de Komanda.

Horrores sem fim

“É um horror planejado”, afirma à mídia vaticana ao dar a notícia Pe. Giovanni Piumatti, sacerdote italiano de Pinerolo e missionário fidei donum de longa data na diocese congolesa de Butembo-Beni. O padre relata corpos decapitados e cadáveres espalhados pelas ruas. Trata-se de territórios habitados por uma população cristã, tanto católica quanto protestante, que há anos vive à mercê do pânico causado pela violência recorrente.

Horrores sem fim que agora são “rotina”, acrescenta, “já que há pelo menos dois ou três anos se repetem semanalmente”. O Pe. Piumatti explica que há uma aura de incerteza sobre as responsabilidades por esta situação de instabilidade persistente: muitos habitantes locais – conta ele – afirmam que há uma espécie de cumplicidade por parte das Forças Armadas da República Democrática do Congo (Fardc), visto que há muitos anos o fenômeno não é contido, apesar da colaboração também das tropas da vizinha Uganda.

Os interesses na área

A instabilidade na área de Beni reflete a instabilidade mais ampla no resto da região de Kivu, com os territórios de Goma e Bukavu, extremamente ricos em minerais e terras raras, há mais de um ano “ocupados” e administrados pelas milícias pró-ruandesas do M-23. “A guerra em Kivu, ao longo dos anos, causou 10 milhões de mortes no silêncio do Ocidente”, denuncia Pe. Piumatti. “A intenção específica é manter o caos”, sublinha o sacerdote, por várias razões, entre as quais “a posse de terras e recursos preciosos e, talvez, também interesses tribais”.

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08 fevereiro 2026, 10:50