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Voltados para o Quadro da Virgem do Rosário de Pompeia, o momento da Súplica Voltados para o Quadro da Virgem do Rosário de Pompeia, o momento da Súplica  (@VATICAN MEDIA)

A Súplica à Santíssima Virgem do Rosário de Pompeia

A Súplica foi composta por São Bartolo Longo em 1883, em resposta ao convite do Papa Leão XIII que, na sua primeira Encíclica sobre o Rosário, Supremi Apostolatus Officio, convidava os católicos a um empenho espiritual voltado a enfrentar os males da sociedade.

Vatican News

“Exatamente um ano atrás, quando me foi confiado o ministério de Sucessor de Pedro, era precisamente o dia da Súplica à Virgem do Santo Rosário de Pompeia. Eu deveria, portanto, vir aqui, para colocar meu serviço sob a proteção da Santíssima Virgem. (Leão XIV, homilia em Pompeia)”

Com o coração agradecido, no dia em que completa um ano de Pontificado e no contexto dos 150 anos do lançamento da pedra fundamental do Santuário, o Papa Leão XIV foi a Pompeia, onde na Piazza Bartolo Longo, presidiu a Santa Missa na presença de 20 mil fiéis.

Antes das palavras de agradecimento do arcebispo-prelado de Pompeia e delegado Pontifício para o Santuário, dom Tommaso Caputo, bem como da Bênção Final, foi rezada a Súplica diante da venerada imagem de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, escrita em 1883 e recitada solenemente duas vezes ao ano: ao meio-dia de 8 de maio e do primeiro domingo de outubro.

A Súplica foi composta por Bartolo Longo - beatificado por São João Paulo II em 26 de outubro de 1980 e canonizado por Leão XIV em  19 de outubro de 2025 - como adesão ao convite que, em sua primeira Encíclica sobre o Rosário, o Papa Leão XIII havia feito aos católicos para um empenho espiritual voltado a enfrentar os males da sociedade. De fato, em 1º de setembro de 1883, havia sido publicada a Encíclica Supremi Apostolatus Officio, com a qual o Pontífice indicava na oração do Rosário um instrumento seguro para a obtenção do bem espiritual para a sociedade e a Igreja, abaladas por “graves calamidades”.

Graças à Súplica, a difusão do culto mariano atingiu seu ápice naqueles anos. E em 8 de maio de 1915, a oração fez seu ingresso no Vaticano. De fato, ao meio dia, Bento XV, que muito estimava Bartolo Longo, bem como a Obra em Pompeia, recitou a oração na Capela Paulina juntamente com seus colaboradores, tradição que continuou com os Pontífices sucessivos.

Durante a I Guerra Mundial, ademais, de Pompeia se elevava uma invocação incessante pela paz, coerentemente com a própria missão universal, mas também em conformidade ao magistério e à política internacional de Bento XV.

Traduzida para diversas línguas – do inglês ao russo, do armênio ao chinês, do urdu aos tâmil, tornou-se uma oração universal, sendo recitada sempre ao meio dia em diversos locais do planeta, de Nova Iorque a Buenos Aires, de Toronto a Sidney, de Johannesburg a Caracas, reunindo milhares de fiéis:

Ó Augusta Rainha das Vitórias, ó Soberana do Céu e da terra, com cujo nome alegram-se os céus e tremem os abismos, ó Rainha gloriosa do Rosário, nós teus filhos devotos, reunidos no teu Templo de Pompeia neste dia solene, derramamos os afetos do nosso coração e com confiança de filhos te exprimimos as nossas misérias.

Do trono de clemência, onde estás sentada, Rainha, debruça, ó Maria, teu olhar piedoso sobre nós, sobre as nossas famílias, sobre a Itália, sobre a Europa, sobre o mundo.

Tenha compaixão das angústias e aflições que amarguram a nossa vida.

Vê, ó Mãe, quantos perigos para alma e para o corpo, quantas calamidades e aflições nos oprimem.

Ó Mãe, implora para nós a misericórdia do teu Filho divino e vence com clemência o coração dos pecadores. São nossos irmãos e filhos teus que custam sangue ao doce Jesus e entristecem o teu sensível coração.

Mostra-te a todos como és, Rainha da paz e do perdão.

Ave Maria.....

É verdade que nós, em primeiro lugar, apesar de sermos teus filhos, com os nossos pecados tornamos a crucificar Jesus em nossos corações e trespassamos outra vez o teu coração.

Confessamos que somos merecedores dos mais duros castigos, lembra-te que, sobre o Gólgota, recebeste com o Sangue divino, o testamento do Redentor moribundo que te declarava Mãe nossa, Mãe dos pecadores.

Tu então, como nossa Mãe, és a nossa Advogada, a nossa esperança.

E nós, gemendo, estendemos a ti as mãos suplicantes, gritando: Misericórdia!

Ó boa Mãe, tem piedade de nós, das nossas almas, das nossas famílias, dos nossos parentes, dos nossos amigos, dos nossos mortos, sobretudo dos nossos inimigos e de tantos que se dizem cristãos e depois ofendem o Coração amável do teu Filho.

Hoje imploramos piedade pelas nações corrompidas, pela Europa, pelo mundo, para que arrependido retorne ao teu Coração. Misericórdia para todos, ó Mãe de Misericórdia!

Ave Maria....

Digna-te ouvir-nos, ó Maria, por tua benevolência! Jesus pôs em tuas mãos todos os tesouros das suas graças e das suas misericórdias.

Sentada à direita do teu Filho, coroada Rainha, esplendorosa de glória imortal sobre todos os Coros dos Anjos.

Estende o teu domínio pela extensão dos céus e a ti a terra e todas as suas criaturas te estão sujeitas. És omnipotente por graça, por isso, Tu, então, podes ajudar-nos.

Se, por sermos filhos ingratos e indignos da tua proteção, não quereis ajudar-nos, aonde iremos, então?

Não sabemos a quem recorrer.

O teu coração de Mãe não permitirá ver-nos, teu filhos, perdidos.

O Menino que vemos sobre teus joelhos e a mística coroa que vemos em tua mão inspiram-nos confiança de que seremos ouvidos. E nós confiamos plenamente em ti, nos abandonamos como filhos fracos entre os braços da mais terna entre as mães, e, hoje mesmo, de ti esperamos as suspiradas graças.

Ave Maria....

Uma última graça nós agora te pedimos, ó Rainha, que não nos pode negar neste dia soleníssimo.

Concede a todos nós o teu amor constante e em modo especial a bênção materna.

Não nos separaremos de ti enquanto não nos abençoares.

Abençoa, ó Maria, neste momento, o Sumo Pontífice.

Aos antigos esplendores da tua Coroa, aos triunfos do teu Rosário, onde és chamada de Rainha das Vitórias, acrescenta ainda isto, ó Mãe: concede o triunfo da Religião e a paz à sociedade humana.

Abençoa os nossos Bispos, os sacerdotes, e particularmente, todos aqueles que zelam pela honra do teu Santuário.

Abençoa, por fim, todos os associados que do teu Templo de Pompeia e aqueles que cultivam e promovem a devoção ao Santo Rosário.

Ó Rosário bendito de Maria, doce Corrente que nos liga a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro nos naufrágios, nós nunca te deixaremos. Serás o nosso conforto na hora da agonia, a ti o último beijo da vida que se apaga.

E o último alento dos nossos lábios será o teu nome suave, ó Rainha do Rosário de Pompeia, ó nossa querida Mãe, ó Refúgio dos pecadores, ó Soberana Consoladora dos aflitos. Sê bendita em todos os lugares, hoje e sempre, na terra e no céu. Amém.

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08 maio 2026, 12:24