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Jovem ucraniana observa o local de um prédio de apartamentos atingido por ataques de drones e mísseis russos. REUTERS/Stringer Jovem ucraniana observa o local de um prédio de apartamentos atingido por ataques de drones e mísseis russos. REUTERS/Stringer 

Leão XIV: a guerra multiplica o sofrimento e o ódio e agrava os problemas

Escalada do conflito na Ucrânia com ataques contra alvos civis causa preocupação no Pontífice.

Vatican News

A guerra não cria segurança, agrava os problemas e multiplica o sofrimento e o ódio. Os acontecimentos dos últimos dias envolvendo o conflito na Ucrânia, levaram o Papa a expressar sua proximidade às vítimas dos ataques, confiando todos os povos feridos pela guerra à proteção da Virgem Maria, Rainha da Paz:

Acompanho com preocupação a guerra na Ucrânia, que se intensificou significativamente nos últimos dias. Desejo expressar minha proximidade àqueles que sofrem por causa dos recentes ataques, perpetrados também contra civis. A guerra não resolve problemas, mas os agrava. Não cria segurança, mas multiplica o sofrimento e o ódio. Onde caem mísseis e drones, caem também as esperanças, são destruídas casas e locais de oração, são perdidas vidas inocentes. Confio todos os povos feridos pela guerra à proteção da Virgem Maria, Rainha da Paz.

No ultimo dia 24, em particular, a Rússia lançou um ataque de grande intensidade contra Kiev, usando 600 drones e 90 mísseis, incluindo pelo menos um míssil hipersônico, o Oreshnik, levando os moradores a buscaram refúgio nas estações de metrô da cidade durante a noite. Duas pessoas morreram e 86 ficaram feridas no ataque que atingiu, entre outros, prédios residenciais, um shopping e o Museu de Chernobyl.

A Ucrânia, por sua vez, vem aumentando significativamente o número de ataques nos territórios ocupados e no próprio território russo. Uma estratégia que visa destruir a indústria que financia a guerra em larga escala iniciada em fevereiro de 2022. Assim, os alvos são refinarias, estações de bombeamento e portos usados na exportação de petróleo e gás, além de fábricas de substâncias químicas e materiais usados na indústria bélica russa, depósitos de combustíveis e munição e aeroportos militares, de ondem partem os aviões que lançam mísseis e bombas contra a Ucrânia.

As vítimas mais recentes

 

O número de mortos em Donetsk subiu para seis após ataques perpetrados por militares russos. Segundo Vadym Filashkin, governador de Donetsk, os russos bombardearam assentamentos na região de Donetsk 18 vezes em um único dia. "Em 26 de maio, os russos mataram seis moradores da região de Donetsk: cinco em Mykolaivka e um em Druzhkivka. Outras duas pessoas na região ficaram feridas durante o dia", disse Filashkin, de acordo com a agência de notícias ucraniana Interfax.

Cinco pessoas foram mortas e duas ficaram feridas em um ataque russo em Mykolaivka, no distrito de Kramatorsk, na região de Donetsk, informou o governador Vadim Filashkin. "Distrito de Kramatorsk. Em Mykolaivka, 5 pessoas foram mortas e 2 ficaram feridas; 5 casas particulares, 3 prédios residenciais e 3 prédios administrativos foram danificados", relatou o governador no Telegram, ao noticiar os ataques das forças russas.

Segundo o governador ucraniano Oleg Kiper, as forças armadas russas também lançaram um ataque com drones contra infraestrutura civil na região de Odessa, danificando prédios residenciais e ferindo quatro civis. "O inimigo atacou deliberadamente a infraestrutura civil em nossa região com drones de ataque", disse o governador, segundo a agência de notícias ucraniana Interfax.

Duas pessoas ficaram feridas em um ataque com míssil na cidade russa de Taganrog

 

Por outro lado, duas pessoas ficaram feridas em um ataque ucraniano com míssil na cidade de Taganrog, no sul da Rússia, anunciou a prefeita Svetlana Kambulova, citada por agências de notícias russas. "Esta manhã, durante operações para repelir um ataque aéreo na região de Rostov, um míssil foi destruído em Taganrog. Infelizmente, houve consequências. Há feridos: duas pessoas foram levadas para o hospital e estão recebendo o tratamento médico necessário", escreveu Kambulova nas redes sociais.

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27 maio 2026, 11:02