Papa recebe peregrinos alemães: a justiça é pré-requisito para a paz
Silvonei José – Vatican News
O Papa, na sua saudação os peregrinos alemães, expressou gratidão pela decisão de celebrarem desta forma o aniversário da sua eleição à Sé de Pedro, bem como pelo apoio recebido em oração ao seu ministério.
Os peregrinos presentearam o Santo Padre com alguns produtos de sua cervejaria em Munique. Este gesto deu a oportunidade a Leão de propor dois pontos para reflexão.
O primeiro é a ligação que eles têm com a Ordem Agostiniana, que naturalmente teve um impacto muito significativo na vida do Papa Leão.
Como já tive ocasião de dizer, - destacou o Papa -, Santo Agostinho “nos lembra que todos nós temos dons e talentos concedidos por Deus, e que nosso propósito, realização e alegria provêm de oferecê-los de volta no serviço amoroso a Deus e ao próximo”. “Espero, portanto, que a peregrinação de vocês não apenas os fortaleça na fé, mas também os inspire a continuar servindo seus irmãos e irmãs, especialmente os mais necessitados”.
O segundo ponto citado pelo Santo Padre provém da Carta Encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da nossa casa comum –, escrita pelo Papa Francisco, cujo primeiro aniversário de falecimento comemoramos recentemente.
Nesse importante documento, - destacou Leão -, ele falou de forma eloquente sobre a grandeza, concedida por Deus, de toda a criação, que inclui tanto os animais quanto os alimentos e bebidas que nos sustentam. Ele enfatizou que cada elemento e criatura é um reflexo do amor infinito de Deus e que “tudo é, por assim dizer, uma carícia de Deus”.
Essa visão – continuou o Papa -, nos chama à grande responsabilidade não apenas de cuidar da criação, mas de garantir que seus recursos sejam sempre utilizados com sabedoria e com um olhar voltado para a justiça, que é um pré-requisito para a paz.
Na conclusão de suas palavras fez votos de que ao retornarem para casa continuem desempenhando seu papel na promoção de uma abordagem justa e eficaz para cuidar da criação, tanto profissional quanto pessoalmente, em prol do bem comum.
A cervejaria
Em 1328, os monges agostinianos começaram a produzir cerveja em seu mosteiro agostiniano, próximo à catedral de Munique. Por quase 500 anos, os frades produziram sua cerveja agostiniana diretamente no mosteiro e a vendiam na cervejaria do mosteiro. Em 1803, o Estado confiscou o mosteiro agostiniano durante a secularização e a cervejaria foi privatizada. Anton Wagner, um cervejeiro de Freising, adquiriu o negócio em 1829 – desde então, a cervejaria sempre foi de propriedade privada. Josef Wagner, filho de Anton, mandou construir uma cervejaria moderna naquela que era então a periferia da cidade, na Landsberger Straße, onde cada gota de cerveja Augustiner é produzida desde 1884 e continua sendo produzida até hoje.
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